CANELAS DO DOURO...


 

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Canelas situa-se a cerca de 500 metros de altitude, no cimo de um monte que confina com com a margem direita do rio Douro e a esquerda do rio Corgo, junto à foz deste. Inserida na Região Demarcada do Douro, mais propriamente na subregião do Baixo Corgo, dista cerca de oito quilómetros da Régua, sede de concelho, e 20 quilómetros de Vila Real, cabeça de distrito. Freguesia desde 1976, tem uma área de 15,37 quilómetros quadrados e é composta por quatro povoações: Canelas, Portela, Veiga (também conhecida por Muro) e Barragem de Bagaúste.

 

De acordo com o Decreto-Lei 406/76, de 27 de Maio, as fronteiras da freguesia são os seguintes: a Norte, os limites são definidos por uma linha que, partindo do lugar denominado Fundo de Vila, junto à propriedade da Casa Grande, segue em direcção ao termo de Poiares, onde se situa o marco divisório entre as duas freguesias, passando pelo caminho vicinal chamado da Lusância e continuando pelo caminho da mata da Casa Grande, em direcção à Fonte do Milho, até encontrar o limite da freguesia de Covelinhas

 

O topónimo da freguesia remonta à época romana. Instalados no alto do monte, de onde facilmente controlavam o inimigo, os romanos tinham por hábito, como forma de tortura, cortar as canelas dos prisioneiros.

 

A história da freguesia está ainda por fazer, mas são já conhecidos alguns factos:

 

Em Agosto de 1193, D. Sancho I, sua mulher e filhos doaram um casal, dos quatro que a coroa tinha, a Bonamis e a seu irmão Acompaniado, jograis a quem tinha encomendado um arremedilho. O documento de doação das terras é o testemunho mais antigo que se conhece de manifestações teatrais na Idade Média.

 

 

Em Janeiro de 1222, D. Sancho II confirmou a doação a Bonamis e aos herdeiros de seu irmão, entretanto já falecido.

 

 

Em 1202, D. Sancho I doou três casais de Canelas a D. Pedro, Bispo de Lamego, para que este aplicasse os rendimentos em ornamentos e na fábrica da Sé, e D. Sancho II coutou-a em Janeiro de 1225, e, em Julho desse mesmo ano, a pedido do bispo de Lamego, erigiu D. Silvestre, arcebispo de Braga, neste couto, uma igreja matriz, que já não existe.

 

 

Por volta de 1205, os habitantes de Canelas abandonam o lugar de São Gonçalo da Curvaceira, então invadido por uma praga de formigas, e instala-se no alto do monte, no lugar do Assento.

 

 

 

Em 1360, Canelas passou a ser sede de concelho, chegando a ter um juiz ordinário, vereadores, um almotacé e escrivão do geral. A sineta que existia no edifício da Câmara encontra-se actualmente no quartel dos Bombeiros Voluntários da Régua, para dar sinal de alarme. Este foi extinto pelo decreto de 31 de Dezembro de 1853, tendo nesse ano sido anexado à comarca de Vila Real, e foi couto isento da Ordem de Malta.

 

Em 1885, passou a ser do concelho de comarca do Peso da Régua.

Em 1757, Canelas tinha 101 fogos.

Em 1849, tinha 3580 habitantes e 53 quilómetros quadrados.

Em 1878 era delegação do correio de Peso da Régua.

Em Novembro de 1908, foi inaugurado o Hospital de Seixas Penetra, por legado de D. Manuel António de Carvalho Seixas Penetra, deputado da Nação.

Em 1976, através do Decreto-Lei nº 406/76, de 27 de Maio, Canelas é elevada à categoria de freguesia, ficando, assim, satisfeita uma antiga pretensão dos habitantes da localidade. 

Fonte: http://freg-canelas.pt

 

             Duarte GénioDuarte Génio

 

 

 
O Autor                                              Duarte Génio.

Para mais informaçoes sobre Canelas visite;http://freg-canelas.pt